SEMEANDO O HÁBITO DE UMA ROTINA DISCIPLINADA

 


Semeando o Hábito de uma Rotina Disciplinada

“Não nos cansemos de fazer o bem, porque, no tempo próprio, colheremos, SE não desanimarmos.” (Gálatas 6:9)

Fazer o bem em um tempo em que o amor está esfriando - até mesmo entre aqueles em quem não deveria - cansa. Às vezes dá desânimo ajudar pessoas que não reconhecem o bem que lhes foi feito e que se lembram apenas de algum erro cometido por nós em um momento infeliz. Além disso, muitas vezes demora para colhermos as coisas boas que semeamos na vida.

Esses pensamentos podem passar pela nossa mente. Mas quero falar sobre outra coisa.

Se queremos colher “a boa, agradável e perfeita vontade do Senhor”, precisamos “oferecer o nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” e permitir que Ele continue a boa obra que começou em nós desde o momento em que nos tornamos uma nova criatura (Rm. 12:1–2; Fp. 1:6).

Em Jeremias 48:10 está escrito que amaldiçoa a si mesmo quem trabalha de forma relaxada - isto é, quem trabalha com preguiça, descaso ou sem dar o seu melhor. O contexto original refere-se ao julgamento de Moabe, mas o princípio pode ser aplicado à seriedade com que devemos servir a Deus e aos homens.

“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens.” (Cl. 3:23)

Quando vivemos sem dar o nosso melhor, acabamos nos autossabotando.

Gálatas 6:9 nos diz: “não cansemos” e “não desanimemos”. O texto também fala de tempo. Isso nos mostra que precisamos ser persistentes e pacientes.

A perseverança se revela na capacidade de continuarmos “malhando o trigo no lagar”, mesmo em meio às dificuldades, mesmo quando o cansaço aparece e os resultados ainda não são visíveis. Perseverança é a decisão de não desanimar, de não relaxar e de não desistir no meio do caminho.

Quem persevera entende que a constância é construída no cotidiano: na rotina que se mantém, nos hábitos que se formam e na disciplina que sustenta cada passo. Não se trata de fazer algo apenas quando há ânimo, mas de permanecer firme mesmo quando a mente e o corpo se sentem cansados.

Perseverar também é saber “esperar com paciência no Senhor”.

É compreender que existe um tempo próprio para cada colheita e que o tempo está nas mãos de Deus.

Esperar não significa passividade. Enquanto esperamos, continuamos semeando e descansando na promessa de Deus:

“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” (Jr. 29:11)

“Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.” (Sl. 126:5–6)

Se queremos colher coisas novas, precisamos semear hábitos novos e desenvolver autodisciplina.

Os hábitos constroem a rotina da vida. Eles são comportamentos repetidos muitas vezes, até que o corpo e a mente passem a realizá-los naturalmente.

A rotina também possui um caráter repetitivo. Ela está relacionada à organização do tempo e à estrutura dos horários do dia.

A autodisciplina, porém, é o elemento mais importante de todo esse processo. Disciplina é fazer o que precisa ser feito, mesmo quando não temos vontade. Um soldado ou um atleta olímpico sabe muito bem disso.

“Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, depois ..., eu mesmo não venha a ser reprovado.” (1Co. 9:27)

A disciplina é a força interior que nos ajuda a criar hábitos saudáveis e a perseverar em uma rotina constante.


Um pequeno esquema sobre ROTINA, HÁBITO e DISCIPLINA:


Rotina é a organização das atividades no tempo. É o roteiro do dia.

6h30 – Acordar / 8h – Trabalhar / 12h – Almoçar / 18h – Encerrar o trabalho / 22h – Dormir.


Hábito é um comportamento que se torna automático por causa da repetição constante. É algo que o corpo e a mente aprendem a fazer naturalmente.

Escovar os dentes ao acordar / Ler a Bíblia todos os dias / Alimentar-se sempre no mesmo horário.


Disciplina é a capacidade de fazer o que precisa ser feito, mesmo quando não há vontade. É a força interior que sustenta a decisão de perseverar.

Levantar-se cedo mesmo com sono / Continuar estudando mesmo cansado / Orar mesmo quando não se sente motivado.


Conclusão

Precisamos desenvolver uma rotina consistente, exercitar a autodisciplina da constância, estabelecer metas realistas e progressivas e aceitar processos que exigem tempo.

Nada sólido na vida espiritual, emocional ou ministerial se constrói de forma imediata. Toda colheita verdadeira exige tempo, cuidado, perseverança e fidelidade no processo de semear.

Por isso, não podemos desprezar as pequenas sementes do cotidiano. São os pequenos atos repetidos, os hábitos formados dia após dia e a disciplina mantida mesmo em silêncio que moldam o nosso caráter e preparam o terreno da colheita.

A rotina organiza a vidaOs hábitos fortalecem o comportamento. A disciplina sustenta a perseverança. Esses três elementos precisam caminhar juntos.

A qualidade da colheita futura está diretamente ligada à forma como estamos semeando no presente. Semeando, ainda que em lágrimas, no tempo próprio Deus fará brotar a colheita. E quando esse tempo chegar, veremos que nenhuma semente plantada em Deus foi em vão.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

VIDA DE ORAÇÃO | Introdução

JEFTÉ — A HISTÓRIA DE UM LIDER COM FERIDAS NA ALMA

O RICO E LÁZARO