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Jesus no Deserto, na Dependência do Espírito

Jesus foi levado ao deserto cheio do Espírito Santo e conduzido por Ele. 1️⃣ Estar cheio do Espírito Santo não significa estar intocável às tentações nem imune à queda. Na batalha espiritual entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, entre a verdade de Deus e os sofismas do diabo, o tentado sempre será o ser humano, nunca o diabo. Não tente o diabo! Cada um de nós sabe de que lugar foi tirado e de quais dependências foi liberto. Conhecemos nossas fraquezas, nossos pontos vulneráveis — nosso "calcanhar" (Gn 3:15) — e o diabo também os conhece. Ir a lugares onde não temos estrutura para resistir ao pecado, assistir conteúdos que impulsionam à queda ou participar de situações que mexem com nossas fraquezas, por nos julgarmos cheios do Espírito, é brincar com o perigo. A plenitude do Espírito não elimina a necessidade da vigilância. Pelo contrário, quanto mais maduros nos tornamos, mais conscientes devemos estar de nossas vulnerabilidades. 2️⃣ Jesus não foi ao deserto por ini...

Raízes de Amargura

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A amargura não nasce de um dia para o outro. Ela geralmente começa com uma ferida não tratada, uma decepção, uma injustiça, uma rejeição ou uma palavra que marcou profundamente o coração. Quando essas dores não são levadas à presença de Deus, podem criar raízes profundas na alma, permanecerem ocultas nas profundezas da alma e influenciar pensamentos, emoções e comportamentos. Com o passar do tempo, o ressentimento pode gerar perturbações internas, roubar a paz, alimentar a ira e afetar os relacionamentos.  Por isso, a Palavra de Deus nos orienta a remover toda amargura, cólera, ira e maledicência, cultivando a bondade, a compaixão e o perdão (Ef. 4:31-32). O perdão não significa negar a dor sofrida nem afirmar que o erro foi correto. Significa entregar a Deus o direito de julgar e decidir não permanecer preso ao passado.  O Senhor ensinou a importância do perdão (Mt. 6:14-15). Porque a falta dele pode se tornar uma prisão espiritual e emocional (Mt. 18:34). Sob uma...

Quero Trazer à Memória Aquilo que me Dá Esperança

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Existem dias em que a mente se torna um verdadeiro campo de batalha.  Lembranças dolorosas, preocupações, medos e incertezas parecem ocupar todos os espaços do coração.  Em momentos assim, somos tentados a olhar apenas para as dificuldades e acreditar que elas terão a última palavra. Contudo, a Palavra de Deus nos ensina um caminho diferente.  O profeta Jeremias pronunciou estas palavras em meio a um cenário de sofrimento e destruição. Sua esperança não nasceu das circunstâncias favoráveis, mas da decisão de lembrar quem Deus é. Trazer à memória aquilo que produz esperança não significa negar a realidade ou fingir que a dor não existe. Significa escolher olhar além das circunstâncias presentes e recordar as verdades eternas do Senhor. Quando nos lembramos das misericórdias de Deus, encontramos força para continuar. Quando recordamos Sua fidelidade, percebemos que Ele jamais nos abandonou. Quando meditamos em Suas promessas, a esperança volta a florescer dentro...

Terapia Cristã e o Entendimento do Comportamento Humano

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A psicanálise surgiu no final do século XIX como uma tentativa de compreender e tratar o sofrimento humano que não encontrava explicação nas doenças físicas conhecidas da época. Sigmund Freud observou que muitos pacientes apresentavam sintomas reais - ansiedade, medos, paralisias, dores, compulsões e conflitos emocionais - sem uma causa identificável.  Isso o levou a investigar os processos mentais ocultos por trás desses sofrimentos. Freud concluiu que: ➡️Muitas dores emocionais têm raízes inconscientes. ➡️Experiências traumáticas podem continuar influenciando a vida da pessoa sem que ela perceba. ➡️Conflitos internos reprimidos podem se manifestar através de sintomas psicológicos e até físicos (doenças psicossomáticas). ➡️Falar sobre a dor e trazer conteúdos inconscientes à consciência pode produzir alívio. Por isso, a psicanálise pode ser entendida como uma teoria e um método clínico nascidos da tentativa de compreender o sofrimento da alma humana e alguns de seus co...

Se queremos desfrutar das promessas de Deus, devemos fazer o que é certo para Ele

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Ser nova criatura não significa apenas mudar de religião ou adquirir conhecimento bíblico. É permitir que Deus transforme todas as áreas da existência humana. A conversão inicia uma nova vida, mas a santificação progressiva desenvolve essa nova vida diariamente. Isso envolve mudança de comportamento , renovação da mente, amadurecimento emocional e aprendizado espiritual. Muitas pessoas desejam desfrutar das promessas de Deus sem passar pelo processo de transformação interior . Porém, sem reprocessar emoções e sentimentos, tratar feridas, abandonar velhos padrões e alinhar a mente à Palavra de Deus, o cristão continua preso às estruturas da velha natureza . A graça divina não é apenas perdão; ela também é poder transformador. O apóstolo Paulo declara em Romanos 12:1-2 que é necessário um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus para que a vida oferecida por Deus se torne uma realidade em, para e através de nós (João 10:10b). Ser nova criatura é v iver um processo contínu...

SER VERDADEIRAMENTE UMA NOVA CRIATURA

“Eu Sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador… quem está em Mim, e Eu nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer.” (João 15:1–5) O Senhor Jesus mostra que o fruto (saúde mental e emocional, e comportamento ajustado) não nasce do esforço isolado, mas da conexão com a Videira. A Videira verdadeira possui raízes saudáveis. As varas (ramos) são pequenas árvores com suas raízes - sua vitalidade vem da união com a Videira. É dessa ligação que fluem a seiva, o crescimento e o fruto. O texto aponta para uma participação contínua na vida de Cristo, que produz regeneração real nas dimensões espiritual, mental e emocional. Na parábola do semeador (Mateus 13), há solos que produzem e outros que não. A diferença não está na semente, mas na condição do solo - na raiz. A boa produção é obra do Espírito Santo, mas requer cooperação da disposição humana. Não há frutificação sem poda. Poda envolve autodisciplina, ajuste de rotina e formação de novos hábitos. Ninguém avança vivend...

SEMEANDO O HÁBITO DE UMA ROTINA DISCIPLINADA

Semeando o Hábito de uma Rotina Disciplinada “Não nos cansemos de fazer o bem, porque, no tempo próprio, colheremos,  SE   não desanimarmos.” (Gálatas 6:9) Fazer o bem em um tempo em que o amor está esfriando  - até  mesmo entre aqueles em quem não deveria   - cansa . Às vezes dá desânimo ajudar pessoas que não reconhecem o bem que lhes foi feito e que se lembram apenas de algum erro cometido por nós em um momento infeliz. Além disso, muitas vezes demora para colhermos as coisas boas que semeamos na vida. Esses pensamentos podem passar pela nossa mente. Mas quero falar sobre outra coisa. Se queremos colher “a boa, agradável e perfeita vontade do Senhor”, precisamos “oferecer o nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” e permitir que Ele continue a boa obra que começou em nós desde o momento em que nos tornamos uma nova criatura ( Rm .  12:1–2;  Fp .  1:6). Em Jeremias 48:10 está escrito que amaldiçoa a si mesmo quem trabalha de f...