DEUS É CONFIÁVEL | Nm. 13
DEUS É CONFIÁVEL E NÓS PRECISAMOS CRER NISSO
Textos básicos: Nm. 13; Rm. 12:1-2; Gn. 5:1-3.
Tudo o que Deus tem feito ao longo da história tem um propósito didático e terapêutico.
A palavra terapia vem do grego e significa tratamento. A palavra didático significa aquilo que ensina.
I. DEUS TRABALHA PARA QUE TENHAMOS A SUA IDENTIDADE
Antes de Israel chegar às fronteiras de Canaã, Deus trabalhou profundamente sua identidade.
O próprio patriarca Israel chamava-se Jacó. Após um encontro marcante com Deus, seu nome foi mudado, simbolizando uma transformação de identidade e de caráter (Gn. 32:22-32).
Israel viveu cerca de 400 anos no Egito. Tudo começou como um tempo de provisão nos dias de José, mas, após sua morte, um novo faraó passou a oprimir os hebreus por temer seu crescimento (Êx. 1).
Vieram os trabalhos forçados, as humilhações, o sofrimento e até o decreto de morte contra os meninos hebreus.
Sem forças e sem esperança, o povo clamou ao Senhor (Êx. 2:23), e Deus ouviu o seu clamor.
O Egito era um lugar de passagem.
II. DEUS ENSINA O SEU POVO A CONFIAR
Antes mesmo de enfrentar Faraó, Deus tratou da insegurança de Moisés, pois ele acreditava que não era capaz da missão. Sua atenção estava voltada para sua dificuldade de falar.
Então vieram os sinais, os milagres e as dez pragas, demonstrando que o poder da libertação não dependia da performance de Moisés.
A saída do Egito foi marcada pela celebração da Páscoa e pela extraordinária travessia do Mar Vermelho.
A caminhada até a fronteira da Terra Prometida durou cerca de dois anos, embora a distância pudesse ser percorrida em aproximadamente onze dias.
Durante essa jornada, Deus sustentou diariamente Seu povo com o maná, fez brotar água da rocha, guiou-os por uma coluna de nuvem durante o dia e por uma coluna de fogo durante a noite.
Tudo isso tinha um propósito: ensinar Israel a confiar inteiramente no Senhor.
Tudo era didático e terapêutico.
III. A CRISE DA IDENTIDADE
Ao chegarem às fronteiras de Canaã, Moisés enviou doze espias para reconhecer a terra.
Entre eles estava Oséias, cujo nome foi mudado para Josué (Nm. 13:16), outra mudança significativa de identidade.
Os doze espias viram exatamente a mesma terra. Entretanto, dez espias concentraram seus olhos nas dificuldades. Somente Josué e Calebe confiaram em Deus.
Os dez disseram:"Éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos..." (Nm. 13:33)
Essa declaração revela aquilo que podemos chamar de Síndrome do Gafanhoto, o qual é uma metáfora de pessoas que se enxergam pequenas, incapazes e inferiores diante dos desafios.
O problema nunca foram os gigantes. Era a visão distorcida de si mesmos e do Deus Todo-Poderoso, apesar de todas as provas de Sua confiabilidade.
IV. MUDANDO A MENTALIDADE E A VISÃO
Tudo o que Deus fez - e continua fazendo - tem como objetivo transformar nossa maneira de pensar para que experimentemos "a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm. 12:2).
Com Gideão aconteceu algo semelhante. Ele reuniu trinta e dois mil homens para enfrentar um exército incontável. Mesmo assim, Deus reduziu seu exército para apenas trezentos homens (Jz. 6–8).
O Senhor estava tratando o medo e a insegurança de Gideão.
V. QUANTOS DE NÓS QUEREMOS VIVER UMA REALIDADE DIFERENTE?
Uma família restaurada;
Cura emocional e espiritual;
Liberdade financeira;
Paz interior.
Entretanto, nenhuma conquista acontece sem enfrentamentos.
Desertos, muralhas, gigantes, tempestades, aflições sempre existirão.
Pedro foi o único dos doze discípulos que experimentou o impossível. Mesmo sentindo medo, ele andou sobre as águas.
COMO VENCER O COMPLEXO DE INFERIORIDADE E AS INSEGURANÇAS?
1. É necessário nascer de novo e restaurar a identidade criada à imagem e semelhança de Deus, deformada pela queda de Adão (Gn. 5:1-3).
2. Renove a mente (Rm. 12:2).
Quem conhece a grandeza de Deus deixa de viver como um gafanhoto.
3. Viva como uma nova criatura.
A transformação de fato acontece com uma nova rotina, novos hábito e autodisciplina (Rm. 12:1).
CONCLUSÃO
Jacó, Moisés, Josué, Gideão, Pedro e até os dias de hoje, Deus continua fazendo a mesma obra.
Renovando a mentalidade e a visão.
Quem aprende a confiar no Deus Todo-Poderoso deixa de viver como gafanhoto, pois sabe que é filho, herdeiro e mais que vencedor em Cristo.
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