A REVOLTA DE GIDEÃO

A revolta de Gideão não era uma rebeldia descontrolada, mas uma crise honesta diante do sofrimento, uma indignação espiritual e existencial, que se tornou o gatilho que Deus usou para impulsioná-lo.

Muitas vezes, as coisas não vão bem por causa de fatores alheios à nossa vontade.
“Despedace o altar de Baal, que pertence ao seu pai.” (Jz. 6:25)

Outras vezes, somos nós mesmos os errantes, colhendo as consequências de nossos próprios pecados (Jz. 6:1, 3–6).

E há ainda, sofremos porque: “O diabo, anda em derredor...” (1 Pe. 5:8)

Diante disso, muitos se escondem — nas “cavernas” da vida, nos lugares de medo e isolamento, desanimando por não terem forças para lutarem (Jz. 6:2).

Gideão, mesmo com pouca forças, num lugar impróprio para isso, malhava o trigo; lutava pela sobrevivência de sua família (Jz. 6:11).

Ali ele ouviu: “O Senhor está contigo.” (Jz. 6:12)

Na resposta de Gideão revela o que muitos de nós sentimos (Jz. 6:13).

Quando acreditamos no que a bíblia diz a respeito de Deus e Seus grandes feitos no passado, e no presente estamos lutando para colocar a comida na mesa todos os dias, responderemos como ele.

Isso não é incredulidade, mas um coração confuso, tentando conciliar as promessas de Deus com a dura realidade da vida.

Gideão, ainda com medo, ainda se sentindo pequeno, decide crer, obedecer e agir.

Nem todo o sofrimento presente é culpa nossa — mas pode ser um ponto de encontro e de recomeço com Deus.

Nem toda revolta é pecado — quando levada a Deus, pode se tornar uma oração poderosa.

Nem toda fraqueza é impedimento — Deus chama os fracos para cumprir Seus propósitos.

“O Senhor está contigo, guerreiro(a).”


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