O QUE MAIS PESA: UM PEDIDO NÃO ATENDIDO OU O SENTIMENTO DE SER DESPREZADO?

Vivemos na era da tecnologia, da comunicação instantânea, das chamadas de vídeo e mensagens rápidas. Mas, paradoxalmente, nunca foi tão comum o desprezo pelo diálogo.

Mensagens são visualizadas e não respondidas — até entre familiares e “amigos”.
E isso dói.

Para alguns, irrita.
Para outros, gera silêncio defensivo.
Há quem desista de se comunicar — e o relacionamento esfria.

O silêncio constante cria distância.
A falta de resposta gera insegurança.
E o coração começa a interpretar: “Não sou importante.”
Deus não faz acepção de pessoas.

Se isso já nos fere nas relações humanas, imagine quando sentimos o mesmo em relação a Deus. Oramos… e parece que fomos ignorados.

Essa é uma das maiores crises da fé: não duvidar que Deus existe, mas sentir-se desprezado por Ele.

Mas é preciso lembrar: ausência de resposta imediata não significa ausência de Deus.
Silêncio não é desprezo. Demora não é desamor.

Deus não é um aplicativo que responde por notificação. Ele é Pai.
E o Pai responde no tempo certo — no tempo dEle.

Sentir que Deus não responde não é falta de fé; é sede de relacionamento.

Na Bíblia, homens de Deus também experimentaram silêncio. Davi clamou no Salmos 13: “Até quando, Senhor?” Ele sentiu a dor, mas não abandonou o diálogo.

O silêncio de Deus não é surdez. Como diz Isaías 59, o Senhor não está impedido de ouvir.

A sensação de não ser ouvido traz duas tentações: parar de orar ou orar sem expectativa. E isso cria uma distância que parece confirmar a ausência.

Mas se você ainda se incomoda com o silêncio, é porque ainda valoriza a presença.

Até o Sr. Jesus experimentou a sensação de abandono na cruz. Houve silêncio — mas não houve abandono real.

O silêncio fazia parte do propósito.

Você pode não sentir nada…
e ainda assim estar sendo atentamente ouvido.








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