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O que me levou à Terapia Cristã

Durante anos, procurei entender por que continuava vivendo um ciclo de altos e baixos, mesmo após ter nascido de novo em Cristo. Isso me levou a perguntar a Deus se ainda estava colhendo as consequências do meu passado. Entendi que a resposta era não. Compreendi que a nova colheita está na renovação da mente e na mudança de comportamento, além do novo nascimento. Tive uma infância marcada pela escassez e muitas dificuldades. Essas experiências despertaram em mim revolta contra as injustiças sociais. Pelas escolhas erradas, fui preso, mas foi na prisão que encontrei Jesus e comecei uma nova vida. Mesmo convertido, percebi que alguns padrões negativos continuavam se repetindo. Decidi buscar a Terapia Cristã para compreender e transformar esses padrões. Entendi que precisava conhecer minhas feridas e permitir que Deus as tratasse. A Terapia Cristã tem sido um instrumento de Deus para promover cura em minha vida. Estou vencendo o sentimento de inferioridade, os gatilhos de ira e a autossab...

O Consciente e o Inconsciente: Jung e a Perspectiva Cristã

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"Até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir sua vida..."  - Carl Jung Essa frase de Carl Jung nos leva a refletir sobre a importância do autoconhecimento .  Enquanto Jung explica esse processo pela psicologia, a teologia também mostra que o ser humano precisa olhar para dentro de si para reconhecer suas motivações, seus pecados e sua necessidade de transformação. Sem autoconhecimento, a pessoa vive no "piloto automático".  Ela é conduzida por medos, traumas, desejos e hábitos que nem sempre percebe.  Muitas vezes, chama de "destino" aquilo que é consequência das próprias más escolhas. 1. O inconsciente influencia nossas decisões Jung afirma que grande parte das nossas atitudes é influenciada pelo inconsciente , formado por experiências e emoções acumuladas ao longo da vida, especialmente na infância. Freud também desenvolveu essa compreensão. A Bíblia, por sua vez, ensina que o coração humano possui motivações profundas que nem ...

Clínica do Luto, Melancolia - Tanatologia - Linguagem Simples do Módulo

  Clínica do Luto, Melancolia - Tanatologia (Linguagem Simples) Capítulo I O Luto A morte faz parte da vida. Ela representa o encerramento de uma etapa e a passagem para outra realidade. Embora seja um momento de despedida e dor, também nos leva a refletir sobre o valor da vida e sobre o sentido da nossa existência. Quando observamos como pessoas de diferentes idades e culturas enfrentam a morte, percebemos que cada uma vive esse momento de maneira própria. Apesar das diferenças, todas passam por desafios emocionais que revelam a importância da vida, dos relacionamentos e da esperança. Esse processo também pode trazer crescimento pessoal e espiritual. Muitas pessoas imaginam que quem enfrenta a possibilidade da morte apenas sente medo. Porém, isso nem sempre acontece. Em muitos casos, ao perceber que a vida pode acabar, a pessoa passa a valorizá-la mais, aprende novas lições e encontra forças para continuar vivendo com mais significado. Segundo Elisabeth Kübler-Ross, quando alguém ...

Quando a Identidade Nasce das Feridas

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Introdução Deus nos criou à Sua imagem e semelhança (Gn. 1:26-27). Isso significa que fomos criados para refletir o Seu caráter, viver em comunhão com Ele e representar o Seu governo sobre a criação. Não somos Deus, mas fomos criados para refletir quem Ele é. Isso muda completamente a maneira como deveríamos nos enxergar. Quando o pecado entrou no mundo, não apenas separou o homem de Deus, mas também feriu sua identidade.  O ser humano passou a construir sua percepção de si mesmo a partir da culpa, da vergonha, do medo, da rejeição e das experiências dolorosas da vida, em vez de fundamentá-la em Deus. Mesmo após o novo nascimento, o cristão ainda enfrenta as marcas da velha natureza e das feridas acumuladas ao longo da vida.  Por isso, a caminhada cristã envolve um processo contínuo de renovação da mente e restauração da identidade em Cristo. Por causa do pecado, o mundo precisa de um Salvador (1Tm. 1:15). Por causa das feridas, o mundo precisa de um Médico (Mc. 2:...

Os Sinais e a Pregação: Concorrentes e Adversários?

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Os Sinais e a Pregação: Unidos na Missão de Cristo! Introdução Ao longo da história da Igreja, surgiram dois extremos sobre a pregação e as manifestações espirituais: alguns rejeitam os sinais e os milagres, enquanto outros dão mais importância aos sinais do que à pregação do Evangelho. I. A Ressurreição de Lázaro No capítulo 11 de João está registrado o milagre da ressurreição de Lázaro. Este é considerado um dos maiores sinais realizados pelo Senhor Jesus, a ponto de quererem matar Lázaro também (Jo. 12:9-11). Depois que os principais sacerdotes e os fariseus viram o milagre, "formaram um conselho e diziam entre si: Que faremos? Porquanto este Homem faz muitos sinais" (João 11:47). Parte do povo foi levada à fé por causa daquele sinal; em outros, o sinal despertou resistência. Os líderes religiosos reconheceram o milagre, mas recusaram-se a aceitar Quem o havia realizado. Eis o que disseram: "Se O deixarmos assim, todos crerão Nele..." (João 11:48). II...

Jesus no Deserto, na Dependência do Espírito

Jesus foi levado ao deserto cheio do Espírito Santo e conduzido por Ele. 1️⃣ Estar cheio do Espírito Santo não significa estar intocável às tentações nem imune à queda. Na batalha espiritual entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, entre a verdade de Deus e os sofismas do diabo, o tentado sempre será o ser humano, nunca o diabo. Não tente o diabo! Cada um de nós sabe de que lugar foi tirado e de quais dependências foi liberto. Conhecemos nossas fraquezas, nossos pontos vulneráveis — nosso "calcanhar" (Gn 3:15) — e o diabo também os conhece. Ir a lugares onde não temos estrutura para resistir ao pecado, assistir conteúdos que impulsionam à queda ou participar de situações que mexem com nossas fraquezas, por nos julgarmos cheios do Espírito, é brincar com o perigo. A plenitude do Espírito não elimina a necessidade da vigilância. Pelo contrário, quanto mais maduros nos tornamos, mais conscientes devemos estar de nossas vulnerabilidades. 2️⃣ Jesus não foi ao deserto por ini...

Raízes de Amargura

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A amargura não nasce de um dia para o outro. Ela geralmente começa com uma ferida não tratada, uma decepção, uma injustiça, uma rejeição ou uma palavra que marcou profundamente o coração. Quando essas dores não são levadas à presença de Deus, podem criar raízes profundas na alma, permanecerem ocultas nas profundezas da alma e influenciar pensamentos, emoções e comportamentos. Com o passar do tempo, o ressentimento pode gerar perturbações internas, roubar a paz, alimentar a ira e afetar os relacionamentos.  Por isso, a Palavra de Deus nos orienta a remover toda amargura, cólera, ira e maledicência, cultivando a bondade, a compaixão e o perdão (Ef. 4:31-32). O perdão não significa negar a dor sofrida nem afirmar que o erro foi correto. Significa entregar a Deus o direito de julgar e decidir não permanecer preso ao passado.  O Senhor ensinou a importância do perdão (Mt. 6:14-15). Porque a falta dele pode se tornar uma prisão espiritual e emocional (Mt. 18:34). Sob uma...