A MAIOR PRISÃO NÃO É A QUE CERCA O CORPO, MAS A QUE DOMINA A VONTADE
Prisioneiro da Vontade
O Evangelho do Sr. Jesus descreve a guerra interior que nossos apetites carnais e pecaminosos causam.
Vivemos em um mundo que costuma medir liberdade por movimento de ir e vir, falar, escolher, possuir.
Mas Jesus revelou que existe uma escravidão profunda e perigosa — aquela que acontece dentro do homem, sem algemas nos pulsos ou tornozelos, mas com correntes na alma. (João 8:21-59)
A maior prisão não é a que cerca o corpo, mas a que domina a vontade.
Porque quando a vontade é cativa, todo o resto apenas obedece.
São correntes invisíveis: pecado tolerado, vícios silenciosos, medos antigos, culpas não tratadas, orgulho religioso, desejos desordenados. Essas prisões são mais cruéis que grades de ferro, porque não impedem apenas passos — elas sequestram decisões, controlam inclinações e escolhas.
A Escritura declara:
“De quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.” (2 Pedro 2:19)
Isso significa que a verdadeira escravidão não começa nos pés, mas no coração e na mente. Aquilo que vence nossa vontade se torna nosso senhor. Aquilo que governa nossos desejos passa a governar nossa vida.
"Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis...?" (Rm. 6:16)
Por isso, o Evangelho não veio apenas quebrar cadeias visíveis; Jesus veio para reconquistar o trono interior, onde a vontade é restaurada, a obediência deixa de ser peso e volta a ser expressão de amor.
Ser livre não é apenas poder escolher — é voltar a querer o que Deus quer.
"Pai, se queres, afasta de mim este cálice. Contudo, que seja feita a tua vontade, e não a minha" (Lc. 22:42)
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