Maldito o Homem que Confia no Homem
🌿 Maldito o Homem que Confia no Homem || Jeremias 17:5
1. Quando o coração se decepciona
Ao longo da caminhada cristã, tenho visto muitos se afastarem da fé — não por deixarem de crer em Deus, mas por não saberem lidar com atitudes de homens que representavam Deus.
Pastores, líderes, pessoas de confiança — todos são instrumentos usados por Deus, mas também são falhos, limitados e sujeitos a erros.
Quando depositamos neles nossa confiança além do que é saudável, abrimos espaço para a decepção e, com ela, o risco da amargura.
2. A ferida que nasce da admiração
Eu e minha esposa vivemos isso. Admirávamos profundamente um pastor — um homem de Deus, mas também humano.
Num dia difícil, uma palavra dele me feriu profundamente. Sem perceber, aquela ferida se tornou uma semente amarga. Com o tempo, cresceu dentro de mim e, como está escrito em Hebreus 12:15, “a raiz de amargura brotou, e contaminou” a minha esposa.
A dor que antes era apenas emocional, acabou tornando-se espiritual. Minha alma ficou doente, e isso não me fazia bem.
3. Quando o “lixo” volta para dentro
Tentamos buscar ajuda. Procuramos igrejas, líderes, aconselhamentos — queríamos apenas nos libertar daquele peso.
Mas, para nossa surpresa, o que esperávamos ser um alívio, às vezes se tornava um novo fardo.
Parecia que quem ouvia nossas dores, em vez de ajudar a descartá-las, empurrava o “lixo” de volta para dentro do coração.
Foi então que o Senhor, em Sua misericórdia, nos conduziu a uma equipe de libertação e cura interior.
Ali, Deus começou a tratar não apenas nossa dor, mas a raiz que a sustentava.
4. Quando o Espírito cura o que o homem não pode ver e não sabe lidar
A cura interior é o toque do Espírito Santo nas regiões da alma que ninguém mais alcança.
É quando o Consolador entra nos porões da memória e acende a luz da graça.
Depois desse processo, voltamos a visitar a igreja daquele líder, apenas para ver como nos sentiríamos.
E, para a glória de Deus, não havia mais dor em nosso coração. A lembrança ficou, mas sem veneno; a memória permaneceu, mas agora redimida.
A ferida foi transformada em testemunho.
Então pudemos sair dali e congregar em outro lugar — livres, sem feridas.
5. Entre a idolatria e a maturidade
Hoje, ao ajudarmos pessoas feridas por líderes, percebemos dois extremos:
alguns estão aprisionados pela amargura; outros, pela idolatria.
Uns dizem: “nunca mais confiarei em lider algum”; outros afirmam: “meu líder é perfeito e nunca erra.”
Ambas as posturas revelam desequilíbrio.
A Bíblia nos chama a honrar os líderes, mas nunca a colocá-los no lugar de Cristo.
Toda dependência que substitui a confiança em Deus se torna idolatria disfarçada de lealdade.
6. Alerta espiritual
Jeremias 17:5 nos lembra que “maldito é o homem que confia no homem e afasta o seu coração do Senhor.”
Não é um chamado à desconfiança humana, mas um alerta espiritual:
ninguém deve ocupar o trono que pertence a Deus em nosso coração.
Quando colocamos Cristo no centro, podemos admirar sem idolatrar, seguir sem nos submeter cegamente, servir sem mágoas e ressentimentos.
7. De feridos a curadores
Hoje compreendo que Deus permitiu aquela dor para nos ensinar a tratar os feridos.
Ele transforma feridas em testemunhos e experiências negativas em ministério.
Onde houve amargura, agora há compaixão. Onde houve idolatria, agora há discernimento. Onde houve ferida, agora há unção para curar outros.
🙏 Oração
Senhor, ensina-nos a confiar somente em Ti. Livra-nos da idolatria disfarçada de admiração e da amargura que nasce da decepção. Cura as feridas que homens causaram e transforma nossa dor em testemunho da Tua graça. Que, em tudo, o nosso coração permaneça firmado em Ti — o único digno de total confiança. Amém.
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