A PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO | Lucas 16:19-31 “Havia certo homem rico... Havia também certo mendigo... que jazia à porta daquele; e DESEJAVA ALIMENTAR-SE com as migalhas que caíam da mesa do rico...” (Lc. 16:19-21) Jesus não descreve um personagem “mau” por ser rico, nem “bom” apenas por ser pobre. Ele apresenta um contraste: um homem vivendo todos os dias, no luxo extremo e em banquetes; e um mendigo chamado Lázaro (nome que significa “Deus é o meu auxílio”), coberto de chagas, ansiando por migalhas que caíam da mesa do rico. O que o Senhor expõe não é apenas uma diferença de condições, mas uma indiferença. A cena é um retrato vívido de injustiça estrutural: o rico tinha mais do que o suficiente, mas não compartilhava; Lázaro vivia na extrema miséria, sem acesso à dignidade mínima. Ao olharmos para a parábola do rico e Lázaro, vemos nela: 📍 A desigualdade social; 📍 O chamado bíblico à mordomia cristã; 📍 A necessidade de reflexão enquanto vivos nesta terra passageira; 📍 A possibilid...
VIDA DE ORAÇÃO A MELHOR PARTE DO DIA (Marta e Maria) Introdução Qual é o verdadeiro propósito de passar horas em oração e jejum, trancado em um quarto, a sós com Deus? Seria buscar poder, autoridade, fama, prosperidade material ou até mesmo a restauração da saúde e de relacionamentos destruídos? Tudo isso, de certa forma, pode acontecer como consequência de uma vida de andar junto a Deus. Mas, no meu caso, o que realmente me move é ter uma vida de oração que agrade ao meu Pai e o desejo de obter paz interior, equilíbrio em todas as áreas da minha vida e ser bem-sucedido no convívio com minha esposa e filhos. Com certeza, quando começarmos nossa caminhada em busca de intimidade com o Pai — por meio da oração e do jejum — enfrentaremos algumas dificuldades até chegarmos à sala do trono. Mas é importante entender que não será o Pai quem colocará esses obstáculos em nosso caminho. Ele não brincará de esconde-esconde de nós. Deus é bom o tempo todo (Sl. 34:8). As dificuldades que surgi...
JEFTÉ: A HISTÓRIA DE UM LIDER COM FERIDAS NA ALMA Juízes, capítulos 11 ao 12:7 PARTE I – O FENÔMENO SOCIOLÓGICO DOS EFEITOS DA COBERTURA FAMILIAR E DO AMBIENTE TERRITORIAL “Era então Jefté, o gileadita, homem valente, porém filho de uma prostituta...” (Juízes 11:1) Jefté representa a figura do homem rejeitado desde o ventre da história. Seu nascimento foi marcado por vergonha, e sua existência, por rejeição. Embora fosse um guerreiro valente, sua origem foi o estigma que o acompanhou. Filho de uma prostituta, fruto de uma relação extraconjugal, foi desprezado pelos próprios irmãos, que o expulsaram para não dividir a herança (Juízes 11:2). Seu pai, Gileade, desmoralizado pela culpa do adultério praticado, perdeu a voz e a autoridade moral dentro da família. Quando vivo, não o protegeu. Foi omisso em não assegurar um lugar firme na herança familiar. Na estrutura bíblica e espiritual, o pai é aquele que gera identidade, transmite destino, libera herança e confere direção. Quando essa fig...
Comentários
Postar um comentário